A PRAIA DA PÓVOA
O concelho da Póvoa de Varzim tem uma frente atlântica de aproximadamente 13 km. Com uma areia de textura única e um mar rico em iodo, a Praia da Póvoa, polo de atração da fidalguia do século XIX, continua a ser o ponto de encontro para as pessoas de todas as proveniências, classes sociais e escalões etários, vindas de todo o Portugal, fundamentalmente do Norte, e também regista uma grande afluência de estrangeiros de várias nacionalidades. É facilmente identificada pelas típicas barracas de pano às riscas, em cores vivas, que emprestam ao areal um colorido alegre e jovial e protegem os banhistas das nortadas. A facilidade de acesso à praia é uma das suas principais e mais atrativas características.
MUSEU MUNICIPAL DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA DA PÓVOA DE VARZIM
Encontra-se instalado num edifício brasonado da segunda metade do séc. XVIII, classificado como Imóvel de Interesse Público, conhecido por Solar dos Carneiros, e que sofreu, ao longo dos anos, várias alterações de estrutura e pormenor. Fundado em 1937 pelo etnógrafo poveiro António dos Santos Graça, este é um Museu com especial valor etnográfico, possuindo uma grande coleção sobre a original Comunidade Piscatória Poveira.
PELOURINHO DA PÓVOA (Séc.XVI – Monumento Nacional)
É constituído por uma coluna de pedra, assente sobre degraus, tendo no alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel que renovou o foral à Póvoa de Varzim, em 1514. Esta esfera armilar é a única peça do pelourinho primitivo erigido naquele ano e reconstruído em 1854.
PAÇOS DO CONCELHO DA PÓVOA DE VARZIM
A arcada da frontaria, desenhada em 1790-91 pelo Engº francês Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitetónica e decorativa da Feitoria Inglesa do Porto. Inaugurada em 28 de dezembro de 1807, sofreu, entre 1908-10, profundas obras de ampliação e decoração orientadas pelo etnólogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício.
FORTALEZA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Edificada nos reinados de D. Pedro II e D. João V (1701 a 1740), possui um traçado pentagonal e compõe-se de quatro baluartes ligados pelas respetivas cortinas de muralhas. Sobre o portão de entrada apresentam-se as armas de D. Diogo de Sousa, governador responsável pela conclusão das obras, e no interior existe uma pequena capela, de 1743, dedicada a Nossa Senhora da Conceição. A sua construção visava a defesa dos interesses associados à pesca, atividade que era então o sustentáculo económico da vila da Póvoa de Varzim.
Igreja Matriz De Nossa Senhora Da Conceição Da Póvoa De Varzim
Edifício construído entre 1743 e 1756, teve como responsável até 1751 o mestre de pedraria de Braga, Manuel Fernandes da Silva e, depois desta data, Domingos da Costa, João Moreira e José Fernandes Lucas. É uma igreja barroca de planta longitudinal, nave única e capela retangular. Apresenta volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados a duas águas. Dispõe de uma imponente fachada barroca, com duas torres sineiras a flanquear o corpo central, frontão recortado e portal rococó. Sobrepujando o brasão régio do remate do pórtico, encontramos um nicho - que abriga uma N.ª S.ª da Conceição, em pedra - e que está envolvido por volutas e ladeado por janelões.
No interior, destacam-se os retábulos em talha dourada rococó, que abrigam belas imagens de médias e grandes dimensões, do séc. XVII ao XX. A porta de bronze – Janua Coeli (Porta do Céu) – da autoria de Rui Anahory, é decorada com figuras e símbolos religiosos e temas lo- cais (como as siglas poveiras, peixes e outros motivos marítimos), em baixo-relevo. Foi inaugurada em 6 de janeiro de 2008.
IGREJA DE MISERICÓRDIA DA PÓVOA DE VARZIM
Templo desenhado pelo Arquiteto Arnaldo Redondo Adães Bermudes, teve 1.ª pedra lançada em 1909 e foi benzido em 1914. Foi construído nas imediações do local onde se encontrava a primitiva capela de S. Tiago que, no século XV, foi adoptada para Igreja Matriz do povoado e transformada, em 1757, em Igreja da Misericórdia. Igreja – eclética - de planta longitudinal e capela-mor retangular. A sua fachada conjuga vários estilos, refletindo, principalmente, o gosto neoclássico. Concilia uma bela colunata no pórtico (lembrando um templo dórico), com uma composição complexa, algo barroquizante, no ático, composto por um frontão interrompido (que envolve uma erudita cartela, com N.ª S.ª da Misericórdia e as “Armas” de Portugal), tudo rematado por outro frontão retilíneo, fogaréus e a cruz axial. Os retábulos são também neoclássicos, refletindo o gosto revivalista da época, em madeira de tom escuro, ornamentada com “filetes” e alguns motivos decorativos dourados. No seu interior conservam-se grandes imagens naturalistas e algumas barrocas, provenientes da antiga igreja.
CAPELA DE NOSSA SENHORA DAS DORES
No local onde se situava a antiga ermida do Senhor do Monte foi construída, a partir de 1768, uma nova capela dedicada a Nossa Senhora das Dores. Em 1799, trabalhava-se na construção de duas torres, mas problemas de ordem técnica motivaram uma revisão do projecto, tendo sido consultado o arquiteto do Porto, Joaquim da Costa Lima, que, em 1805, aconselhou a que se edificasse uma só torre. À volta do templo, de cariz barroco, com nave hexagonal e capela-mor retangular, foram adicionadas seis capelinhas, já depois de 1866. Em 1875, pediu-se autorização para construir a escadaria em frente à porta principal. Em 1964, foram restaurados, ampliados e dourados os retábulos de talha eclética e colocados os painéis de azulejos desenhados por Alves de Sá e realizados na Fábrica da Viúva Lamego. Ainda no século XX, foi colocado um muro e balaústres a envolver o edifício.
IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Basílica de grandes dimensões e desenho eclético ambicioso, de 1889, foi concebida pelo padre António Domingues Ferreira, professor de desenho no Colégio do Espírito Santo, em Braga. O granito é utilizado com profusão, quer nos elementos construtivos exteriores e interiores (pilares, pilastras, colunas e portais), quer na decoração escultórica. A sua construção levada a cabo pela comunidade de Jesuítas, com o apoio da população, foi paralisada em 1910, aquando da expulsão da ordem e só recomeçou em 1927. Em 1948 estavam praticamente terminadas as obras exteriores. No conjunto, destaca-se a cúpula na zona do cruzeiro, que é encimada pela escultura de grandes dimensões do Sagrado Coração de Jesus, em mármore. Possui retábulos neoclássicos de madeira escura, que abrigam imagens naturalistas de grandes dimensões, de afamados santeiros da Maia, nomeadamente José Ferreira Tedim e Oficina dos Irmãos Maia.
CAPELA DE NOSSA SENHORA DE BELÉM
Pequena capela característica de uma localidade rural - como era Belém no séc. XIX - com quintas de exploração agrícola, mas onde também residiam operários da Póvoa. Ficava à face da antiga estrada para Barcelos, pelo que era ponto de passagem para os almocreves e animais que transportavam os bens para a vila da Póvoa, em crescimento. A capela foi construída sobre uma antiga ermida já dedicada a Nossa Senhora de Belém, que justifica a origem do topónimo. Foi benzida em 1826 e a sua construção tradicional, de muros de granito aparente e alvenaria de granito rebocado, é típica das construções neoclássicas e ecléticas do séc. XIX. Os retábulos são neoclássicos e possui alguma boa imaginária do século XIX, nomeadamente a Sagrada Família de Belém.
CAPELA DO SENHOR DO BONFIM
Capela construída no local onde, já em 1693, se menciona a existência de um cruzeiro. No século XVIII e XIX existem referências a um nicho com alpendre e duas colunas. Cerca de 1850 construiu-se uma pequena capela dedicada ao Senhor do Cruzeiro, que precedeu a Capela do Senhor do Bonfim, a qual foi edificada em 1891. Como este templo era muito pequeno e estava no meio do largo, no dia da festa do Senhor do Bonfim, erguiam dois paus com uma vela de barco para abrigar os fiéis do sol. No século XX foi reconstruída, ampliada e posta no atual alinhamento. No nicho da fachada foi colocada a cruz com Cristo, do cruzeiro original. Possui profusa decoração interior, com coloridos retábulos ecléticos e imagens naturalistas.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DA LAPA DA PÓVOA DE VARZIM
Em 1770, os Mestres de Lanchas e barcos de pescar pediram licença para construírem uma Capela dedicada a Nossa Senhora da Lapa no espaço fronteiro à enseada, onde a comunidade piscatória estava a construir grande número de habitações. Em 15 de Agosto de 1772, a capela-mor foi benzida. O corpo foi inicialmente construído em madeira e coberto com panos de velas das lanchas, até à sua edificação em pedra e cal, cerca de 1813. A capela-mor foi reconstruída em 1849, ano em que também se arrematou a construção de uma sacristia e Casa da Mesa. A igreja apresenta traça e decoração neoclássica, desenvolvendo-se numa só nave, bem proporcionada, com sacristias e dependências, como a Casa da Mesa da Irmandade de N.ª S.ª da Assunção. A fachada e torre sineira, exibem pilastras, cornijas e decorações em granito. A cabeceira encontra-se de frente para o mar, sendo encimada por um pequeno farolim (desativado), sob o qual se encontra um nicho com a imagem de Nossa Senhora da Lapa, em granito policromado, que en- cima um painel evocativo da tragédia de 27 de fevereiro de 1892 (em que naufragaram muitos pescadores da região). No interior, dentro dos retábulos neoclássicos, conservam-se boas imagens naturalistas, de finais do séc. XIX, em tamanho natural, do escultor João d’Affonseca Lapa, que são utilizadas nas majestosas procissões que se realizam na Póvoa.
CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO CASTELO FORTALEZA DA PÓVOA DE VARZIM
Capela integrada numa Fortaleza de costa, com início de construção em 1701. Foi benzida em 1743, por ordem e à custa do tesouro real, tendo, por isso, N.ª S.ª da Conceição como padroeira. Apesar da reduzida dimensão, com uma só nave, tem abóbada de pedra, destinada a proteger o espaço dos possíveis ataques de artilharia e evitar os incêndios. As imagens barrocas aí colocadas congregaram, desde o início, muita devoção, nomeadamente a Imaculada, S.ª Bárbara (protetora dos artilheiros e das trovoadas) e o Menino Jesus com o Coração na mão (em honra da qual se criou a confraria do Santíssimo Coração de Jesus, que, em 1758, tinha mais de 2.000 irmãos, mas que se extinguiu quando a ordem dos Jesuítas, sua fundadora, foi expulsa, em 1761). O interior apresenta um retábulo barroco joanino modesto e mísulas com imagens do século XX.
IGREJA DE S. JOSÉ DE RIBAMAR DA PÓVOA DE VARZIM
A Igreja nova - construída no local da capela neo-românica do arquiteto Moura Coutinho de Almeida d’ Eça - sagrada em 1960, foi desenhada pelo Arquiteto Rufino funcionário superior das “Obras Públicas” e reformada pelo Arquiteto Moreira da Silva, do Porto, na década de 70. A igreja em estilo neo-gótico estilizado, na década de 60 tinha capelas separadas. Muito alta, pintada de branco, com frestas de vitrais simples em tons azuis e amarelos (cores do Bairro Norte), era fria e tornava-se difícil implementar as alterações litúrgicas recomendadas pelo Concílio Vaticano II. O arquiteto Moreira da Silva tentou tornar a igreja mais prática para o culto. Forrou o teto de madeira ondulada, melhorando as condições acústicas, e foram colocados ventiladores para permitirem a renovação do ar evitando os constantes desmaios na época de “banhos”. As capelas tornaram-se comunicantes e a zona das antigas sacristias, ao lado da capela-mor, foi adaptada (como um pseudo-transepto) para aumentar o tamanho da igreja. Nas “naves laterais”, os santos, quase todos em tamanho natural, foram colocados em pequenas mísulas de granito, tendo sido retirados os retábulos que preenchiam as primitivas “capelas”.
CAPELA DE S. ROQUE / S. TIAGO
Capela instituída por Diogo Pires de S. Pedro e sua mulher Maria Fernandes de Faria, edificada em 1582 e totalmente reconstruída em 1887. Foi construída em honra de S. Roque, numa época em que as pestes constituíam um cíclico flagelo das populações. Em meados do séc. XVIII já havia sido reconstruída pela confraria de S. Tiago. Composta por nave única e capela-mor retangular dispõe de diversos retábulos neoclássicos que abrigam imagens naturalistas. Destacam- -se as esculpidas por João d’Affonseca Lapa: S. Tiago Apóstolo e S. Sebastião (protetor da peste, fome e guerra), o qual, segundo a tradição, teve por modelo um belo jovem pescador.
CAPELA DE NOSSA SENHORA DO DESTERRO
Entre 1870 e 1880, foi construída uma capelinha dedicada à Sagrada Família no Desterro, num local afastado do centro populacional, mas em que começavam a ser construídas algumas habitações. Em 1903 - 1913, foi substituída pela atual capela, a qual foi sofrendo alterações até ao presente. Em 1946, armaram nesta capela cinco retábulos neoclássicos vindos da antiga Misericórdia: um na capela-mor (que foi muito alterado e acrescentado pelo entalhador António Gonçalves de Castro, o “Quilores”) e os outros na nave da capela. Na década de 80, recuaram os retábulos do corpo da capela e retiraram elementos decorativos dos áticos, para ampliação do espaço. Possui imagens naturalistas do século XX, algumas de José Ferreira Tedim.
PRAÇA DO ALMADA
Centro cívico da cidade, está circundada por um conjunto arquitetónico de grande apuramento estético, onde ao granito presente nas fachadas se acrescentam o azulejo e o ferro forjado. Remodelada em 2007 para recuperar a sua memória e a tradição de ser um espaço privilegiado de encontro e passagem de pessoas, nesta praça estão símbolos que marcam a história da Póvoa de Varzim, como o edifício dos Paços do Concelho, inaugurado em 1807, o Monumento a Eça de Queirós, aqui nascido, o Pelourinho e o Coreto.
RUA DA JUNQUEIRA
É de 1694 a referência mais antiga a esta rua que une o centro cívico da cidade com a praia e o mar. Área reservada a peões, desde 1955, tem um papel fundamental no tecido urbano. Com um forte sentido de local de encontro e excelente vitalidade comercial, é rica em construções dos séculos XIX e princípio do século XX.
LARGO DO PASSEIO ALEGRE
Este amplo espaço, situado no coração balnear da cidade, sofreu alterações urbanísticas profundas em 1998, reforçando-se ainda mais como local privilegiado de animação da cidade, justificando plenamente o nome que o designa. Para além de funcionar como uma excelente «sala de estar», apoiada por estabelecimentos de restauração e lazer, é palco de inúmeros eventos culturais ligados à literatura, música, dança, moda, exposições, entre outros.
BAIRRO DA MATRIZ
Espaço que melhor conserva a atmosfera dos tempos passados, concentrando a maior parte do património classificado da cidade. Engloba a Praça do Almada, de onde se destaca o Edifício dos Paços do Concelho, a Rua Visconde de Azevedo, que acolhe o Arquivo e o Museu Municipal e outros arruamentos repletos de pormenores do passado.
Percorrendo as ruas dos Gaios e Quingosta, podemos conhecer as ruelas que mantêm ainda o traçado de séculos idos. Orientados pelas torres da igreja, e chegados à rua da Conceição, sofremos o impacto do amplo átrio barrado pela imponente frontaria da igreja Matriz, cujo interior proporciona a admiração de lindos altares barrocos de talha dourada
MONUMENTO A CEGO DO MAIO
Este busto é da autoria do escultor Romão Júnior e foi construído por iniciativa dos poveiros emigrados no Brasil, em 1909. Pretendiam assim homenagear José Rodrigues Maio (1817-1884), conhecido por “Cego do Maio”, homem simples, pescador de profissão, que arriscou a sua vida dezenas de vezes restituindo-a aos seus companheiros e a tantos outros náufragos. As suas proezas heroicas mereceram, entre outras, o maior galardão nacional: o Colar da Ordem da Torre e Espada (decreto de 14 de novembro de 1878), insígnia que lhe foi colocada pessoalmente pelo Rei D. Luís I.
MONUMENTO «AOS MORTOS DA I GRANDE GUERRA»
Situado na Praça Marquês de Pombal (a sul do Mercado Municipal), foi inaugurado no ano de 1933. É da autoria do Arquiteto Rogério Azevedo e simboliza a memória de todos os Poveiros mortos em defesa da Pátria. A 11 de novembro comemora-se o aniversário do Armistício que pôs fim à 1ª. Grande Guerra, data anualmente celebrada junto a este monumento.
CRUZEIRO DA INDEPENDÊNCIA
Situado no jardim a sul do Mercado Municipal Dr. David Alves, foi Inaugurado em 1940 por iniciativa do Corpo Nacional de Escutas – Núcleo “Cego do Maio” da Póvoa de Varzim.
Foi construído em granito com motivos escutistas e desenhado pelo Padre Aurélio Martins de Faria, desta cidade.
MONUMENTO A EÇA DE QUEIRÓS
Escultura em bronze, localizada no lado nascente da Praça do Almada. É da autoria do escultor Leopoldo de Almeida e foi erigida em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil.
No largo com o seu nome, contíguo a este monumento, pode ser vista, na casa que substituiu a que se pensa ser a do seu nascimento, uma placa de bronze, oferta da colónia portuguesa do Brasil, da autoria de António e de José Teixeira Lopes e inaugurada em 14 de outubro de 1906.
MONUMENTO A ELÍSIO DA NOVA
Monumento no Largo do mesmo nome, inaugurado em 1963 e construído por iniciativa do Clube Naval Povoense, sendo o seu autor o arquiteto Rui Calafate. Nele foi colocada a efígie do homenageado, em bronze, oferta do Ministério da Marinha e que figura, igualmente em todas as estações radionavais da marinha portuguesa.
MONUMENTO A VASQUES CALAFATE
Situado na praceta em frente à Capitania, é da autoria (projeto e escultura) do seu filho, arquiteto Rui Calafate. Vasques Calafate, que viveu de 1890 a 1963, distinguiu-se na Campanha para a conclusão das obras do porto de pesca.
Este monumento foi construído por contribuição dos pescadores poveiros e foi inaugurado em 1965.
MARCO COMEMORATIVO DO MILÉNIO
Localizado numa placa central no ponto de união entre a Avenida Mousinho de Albuquerque e o Largo das Dores. Foi inaugurado em 25 de março de 1973, 20 anos depois da data apropriada, porque é comemorativo dos mil anos de vida documentada da nossa terra: documento datado de 26 de março de 953 – carta de venda de “Villa de Comité” e de “Villa Qintanela” feita por Flâmula Deo-Vota ao Mosteiro de Guimarães, na qual se refere “Villa Euracini”, futura Póvoa de Varzim.
MONUMENTO «O EMIGRANTE»
Situado no topo Sul da Praça Luís de Camões, foi inaugurado em junho de 1978.
É um trabalho em granito esculpido por Manuel Morgado Neto, artista canteiro de Esposende. Foi idealizado e oferecido por um industrial poveiro, também ele emigrante.
MONUMENTO A ANTÓNIO NOBRE
Situado no largo António Nobre, é um busto esculpido em bronze por Tomás Costa. O pedestal em granito é de B. F. Barbosa, do Porto, sob desenho do Arquiteto Carvalho Dias.
António Nobre, poeta, nasceu no Porto em 16 de agosto de 1867, morreu em 18 de março de 1900. No seu livro de poemas, com o título “Só”, dedica várias estrofes
MONUMENTO A FRANCISCO SÁ CARNEIRO
Na Praça Luís de Camões, foi erigida uma estátua por um grupo de admiradores poveiros deste estadista que foi Primeiro-ministro de Portugal desde 3 de janeiro de 1980 até 4 de dezembro do mesmo ano, data em que faleceu, vítima de acidente de aviação.
O monumento de bronze é da autoria do escultor Gustavo Bastos e inaugurou-se em 6 de dezembro de 1981.
MONUMENTO ÀS GENTES POVEIRAS
Da autoria do escultor Rui Anahory, foi inaugurado a 15 de setembro de 1995 e pretende homenagear as comunidades que estão na génese deste concelho: a agrícola e a piscatória.
A partir do nível do chão, eleva-se uma plataforma simbolizando o trabalho da terra. Ao nível do chão situa-se uma figura representando um homem do campo em labuta (a semear) e a meio deste plano um animal (touro) em esforço e sofrimento no ato da ajuda ao homem a desbravar a terra em bruto. No plano do bronze, em que assenta, estão gravados elementos relacionados com a história e cultura do concelho interior: a terra e o homem da terra (agricultor) e o mar a quem dele e nele vive (o pescador).
Na base esquerda mais a sul está representado o pescador na sua fauna secular: o alar das redes. No lado posterior do plano uma figura humana em esforço de ombros encostados ao mesmo é uma figura simbólica, de caráter épico. A figura está em atitude semelhante à dos pescadores poveiros que alavam os seus barcos para terra de dorso encostado ao casco e pés fincados na areia. É o Atlas que segura o Mundo, é o homem que não mede esforços para avançar e se melhorar.
MONUMENTO A S. PEDRO
A primitiva escultura de Armando Coelho sofreu algumas vicissitudes. Durante anos a imagem em gesso esteve no Museu Municipal, tendo a sua passagem a bronze sido orientada por Ruy Anahory. Na noite de S. Pedro de 1996 foi, finalmente, colocada onde melhor fica expressa a ligação entre este Santo e os seus devotos poveiros – sobranceira ao porto de pesca. S. Pedro lança a rede de face voltada para o mar, em atitude de vigília e inspirando os seus irmãos pescadores.
MONUMENTO À PEIXEIRA
Da autoria de Jaime Azinheira, foi inaugurado no ano de 1997, em homenagem à mulher poveira, robusta e empreendedora, que sempre teve lugar preponderante na comunidade piscatória, desenvolvendo atividades decorrentes da pesca, como a venda do peixe e reparação das redes, para além das outras diligências do quotidiano, como a administração da casa e a tutela dos filhos.
Este monumento, sobranceiro à linha de água da enseada, evoca a lota do peixe, sendo protagonizado por um grupo de mulheres em plena atividade.
MONUMENTO AO DR. DAVID ALVES
A estátua, da autoria da escultora Margarida Santos, foi inaugurada em 1999 e está situada junto aos Torreões do Mercado. É uma homenagem merecida a David Alves, pois a este autarca se deve o traçado balnear da cidade, marcado pela linha do passeio litoral, assim como o rompimento da Avenida Mousinho de Albuquerque, abrindo a comunicação que hoje existe com o mar. O alargamento da Rua da Junqueira e a cobertura do esteio completam, numa clara intervenção política de emergência, um primeiro e grandioso plano de transformação e renovação urbanas da Póvoa de Varzim.
MONUMENTO AO MAJOR MOTA
Da autoria da escultora Margarida Santos, foi inaugurado a 28 de junho de 2003, como forma de homenagear aquele que foi presidente da Câmara Municipal entre 1951 a 1960. Entre outras importantes obras públicas, decidiu fazer da Rua da Junqueira uma artéria pedonal, demonstrando ser um homem de visão que perspetivou a criação de um eixo comercial de grande importância para o desenvolvimento económico da cidade que governou.
Está situado no início da Rua da Junqueira, no Largo de Santiago.
MONUMENTO AO PESCADOR
Da autoria de João Cutileiro, foi inaugurado a 28 de junho de 2004. É uma homenagem ao pescador poveiro, representado numa escultura em mármore de vários tons que ilustra a figura idealizada de um pescador com um peixe.
PAINEL DE AZULEJOS
Da autoria de Fernando Gonçalves, foi inaugurado a 28 de junho de 2004. Localizado no paredão que divide o areal da praia da zona pesqueira, este interessante painel de azulejos retrata cenas da Póvoa antiga e os heróis poveiros.
MONUMENTO AO BANHISTA
Situado na praça 5 de Outubro, o monumento é da autoria do Poveiro Américo Rajão, que se inspirou em velhas fotografias da nossa praia para retrata
MONUMENTO AO PROFESSOR CORINO DE ANDRADE
Homenagem ao prestigiado neurologista dos princípios do século XX, que dedicou a sua vida ao estudo da paramiloidose. Trata-se de um busto sobre um pedestal com uma placa comemorativa, situado em frente à igreja da Misericórdia e ao Hospital. Foi inaugurado aquando do centenário do seu nascimento, no ano de 2005.
ESTÁTUA FERNANDO PESSOA
Da autoria de Fernando Simões, foi inaugurada em 2008. Assinala os 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa. Foi uma oferta da «A Varzim Sol», concessionária do Casino da Póvoa nessa época, à cidade da Póvoa de Varzim.
ESTÁTUA ROCHA PEIXOTO
Inaugurada a 2 de maio de 2010, no âmbito das comemorações do 1.º centenário da morte de Rocha Peixoto, é da autoria do escultor Hélder de Carvalho e está implantada junto à Biblioteca Municipal, na Rua Padre Afonso Soares. O promotor é a Comissão Organizadora das Comemorações do I centenário da morte de Rocha Peixoto / Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.